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Institutions européennes et internationales

Podem institutos de cultura da UE partilhar recursos?


Last Updated: 6 Nov 2010

Número 157 · 20 de Outubro de 2010 · Suplemento do JL n.º 1045, ano XXX

A possibilidade de os centros de língua dos países da União Europeia poderem trabalhar de uma forma mais estreita nos Estados em que se encontram, eventualmente até partilhando recursos, foi um dos tópicos da reunião do grupo de trabalho de línguas da EUNIC – a rede dos Institutos Nacionais de Cultura da União Europeia –, que esteve reunido em Lisboa, acolhido pelo Instituto Camões (IC), de 27 a 29 de setembro.

Sendo um grupo de trabalho, a reunião teve sobretudo um caráter reflexivo, sem qualquer tomada de decisões ou a assunção de compromissos por parte dos participantes e nela procedeu-se a uma troca de informações e de experiências sobre diversos projetos relativos à língua no seio da UE, onde a política é de defesa do multilinguismo.

Os 15 participantes na reunião, em representação de 8 institutos nacionais (British Council, Goethe-Institut, Institutul Cultural Român, Svenska Institutet, Instituto Cervantes, Balassi Institute [Hungria] e Instituto Camões) e 2 governos (França, Eslovénia e Bélgica [Wallonie-Bruxelles International, administração pública encarregada das relações internacionais da Valónia-Bruxelas]), tomaram como ponto de partida a pergunta sobre se «existem oportunidades para os centros de ensino dos membros da EUNIC trabalharem em conjunto mais de perto».

Em torno desta questão, os participantes passaram em revista tópicos como os padrões de qualidade, os problemas fiscais e de estatuto e as restrições ao estabelecimento que enfrentam os centros de ensino de línguas dos institutos membros da EUNIC em diversos países, o recrutamento e formação de professores, o ensino a distância, a partilha de instalações, serviços administrativos e ações de promoção e a certificação comum da aprendizagem de línguas.

Da agenda da reunião, que foi aberta por uma intervenção da Presidente do IC, Ana Paula Laborinho, constou também, no primeiro dia, um debate sobre o projeto Language Rich Europe (LRE), cofinanciado pela União Europeia e liderado pelo British Council, que se propõe fazer um estudo que estabeleça uma base de dados sobre as práticas e políticas do multilinguismo na Europa. Nesta parte da reunião, participaram representantes de diversas instituições, nomeadamente académicas, integrantes do projeto, que em Portugal será executado pelo Instituto Camões e pelo ILTEC (Instituto de Linguística Teórica e Computacional).

O LRE assume querer captar a atenção dos dirigentes governamentais e empresariais europeus para lhes mostrar a importância do multilinguismo na criação de sociedades mais prósperas, criativas e estáveis, convencê-los de que o ensino de línguas, os serviços linguísticos e a utilização de línguas exigem uma abordagem mais estratégica e maior investimento, e motivá-los para dar início às mudanças nestes campos.

A sessão do grupo de trabalho da EUNIC teve também um ponto sobre a Plataforma da Sociedade Civil para Promover o Multilinguismo na UE, constituída em outubro de 2009, cujo principal objetivo é promover o diálogo permanente entre a Comissão Europeia e a sociedade civil quanto a diversos aspetos da política do multilinguismo.